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terça-feira, 31 de maio de 2011

Tô vivo, hein!

Então, povo, eu sei que não tenho postado muita coisa (mais especificamente, nada) nos últimos meses, mas é que o tempo virou algo mais precioso do que nunca. Infelizmente, eu tive que abrir mão disso daqui. Mas é temporário!

Mas então por que eu estou postando agora? É só pra dar um sinal de que estou vivo e que, em breve, voltarei a escrever sobre economia, internet, comércio eletrônico e tudo mais aquilo que vier na minha cabeça. Eu venho escrevendo algumas coisas pra faculdade, então possivelmente eu transformarei essa produção toda em alguns posts. Não me esqueci da minha intenção de escrever sobre expectativas para o Brasil em 2015 e, nesse bolo, também espero trazer algo sobre sustentabilidade ambiental e econômica,que é um tema que vem me interessado bastante ultimamente.

Aguardem!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Série Brasil 2015

Inspirado na edição nº 31 da Revista Mundo Corporativo, da Consultoria Deloitte, decidi escrever uma série de posts relacionados a perspectivas da economia brasileira para 2015. Nos últimos anos, o Brasil apresentou uma trajetória de crescimento econômico significativo - exceto em 2009, decorrente da crise financeira global - impulsionada por uma maior expansão da renda e do crédito, bem como diminuição da taxa de desemprego, que propiciaram o ingresso de mais de 30 milhões de brasileiros na classe C.

Todos esses fatos citados acima - em comunhão a outros, como o aumento da taxa de penetração de computadores com internet na residências brasileiras - provocaram mudanças no perfil de consumo das pessoas, sendo alvo de inúmeras pesquisas. As classes C, D e E, até então ignoradas por muitas dessas pesquisas, hoje representam 50% do consumo nacional, ainda que sejam 85% da população brasileira. Os hábitos de consumo dessa parcela da população ainda são pouco conhecidos, por isso, aqueles que identificá-los primeiro saem na frente na corrida pela confiança desses consumidores. Devido à dimensão das mudanças que o país tem vivenciado, irei escrever essa série de posts. Aguardem!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O Facebook está ficando verde e amarelo!

Todo mundo sabe que os brasileiros adoram as redes sociais e cada vez mais as empresas percebem que estes sites de relacionamento são um ótimo meio de realizar anúncios publicitários e campanhas voltados para públicos específicos. Somando-se isso ao bom momento econômico que o Brasil está vivenciando, resolve-se a equação que explica as recentes investidas do Facebook no país. Em janeiro deste ano, a empresa fundou seu primeiro escritório em território brasileiro e, recentemente, anunciou a contratação Alexandre Hohagen, ex-Google, como presidente do Facebook no Brasil.



Segundo Alexandre Campos Silva, consultor da IDC Brasil, especializado na área de mídias digitais, a rede social quer aproveitar o crescimento econômico do país, período marcado por forte inclusão digital, com expansão do número de internautas e de usuários de celulares. Esse cenário mostra-se propício a investimentos de empresas em marketing digital, uma das principais fontes de receita do Facebook, sendo uma ótima ferramenta para agregar valor à marca e melhorar o relacionamento com os clientes (algo que muitas empresas ainda não fazem ou fazem de maneira ineficiente).

Atualmente, o Facebook não é a empresa líder no mercado brasileiro de redes sociais, papel desempenhado atualmente pelo Orkut, site de relacionamento mais popular no país. Contudo, espera-se que a empresa de Mark Zuckerberg assuma esse posto num futuro breve, semelhantemente ao que aconteceu na Índia. De acordo com o consultor da IDC Brasil, o Facebook deve alavancar suas operações no país com a fundação desse escritório, bem como ocorreu com o Google com a abertura de filiais na América Latina.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Da Vogue para o Valor!

Recentemente o Brasil virou o centro das atenções mundiais e não foi pelas catástrofes causadas pelas chuvas no Rio ou por mais um escândalo de corrupção. Foi pela realização dos dois mais importantes eventos de moda do País: a São Paulo Fashion Week e o Fashion Rio. A última edição desses eventos mostrou o que vai ser tendência no inverno de 2011 e teve grande repercussão na imprensa - local e internacional. Ué, mas o blog não era sobre economia? Sim, meus caros, é sobre economia. Essa breve introdução foi só pra justificar a escolha do tema deste post: a economia da moda!

Segundo o site do Senac Rio Fashion Business – maior bolsa de negócios de moda da América Latina – o mercado da moda é o 2º empregador no Brasil e o 3º do Rio de Janeiro, responsável por mais de 3 milhões de empregos formais no estado. Eventos como a Fashion Week servem pra evidenciar e impulsionar os efeitos multiplicadores da moda na economia, tanto a montante quanto a jusante, pois incentiva o aumento da produção dos insumos básicos à confecção de roupas e acessórios, aumenta o turismo internacional de negócios e, principalmente, emprega muita gente, desde trabalhadores pouco qualificados na produção de tecidos até administradores e produtores de eventos, por exemplo.

Porém, nem tudo são flores nessa história. O Brasil vem apresentando déficits sucessivos em sua balança comercial (BC) do setor têxtil e de confecção, tendo atingido a marca de 2.772,5 milhares de dólares FOB negativos no período de janeiro a dezembro de 2010. Excluindo-se a fibra de algodão, esse déficit aumenta 3.524,5 milhares de dólares FOB. Segundo relatório da ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), quase 60% do consumo industrial brasileiro de fibras e filamentos é de fibras naturais (37,5% de fibras sintéticas e o restante de fibras artificiais), sendo que o algodão é responsável por mais de 58% do consumo total de fibras. Uma vez que este insumo é largamente produzido no Brasil, parte considerável da demanda local por este produto é suprida por produção nacional, atuando também como componente importante da pauta de exportações do setor têxtil e de confecção, explicando, assim, o aumento do déficit quando se exclui esse item da análise da BC.

                             Mayana Moura, desfilando pela Neon na SPFW, edição outono-inverno 2011

Ainda assim, o mercado da moda brasileiro vem se expandindo e se modificando. Segundo release do Rio-à-Porter, salão de negócios de moda e design oficial do Fashion Rio, o salão gerou negócios da ordem de R$ 610 milhões, um aumento de cerca de 16% em relação à edição Inverno 2010, enquanto as exportações cresceram 20%, representando 22 milhões de dólares. Além disso, a cada ano que passa a moda brasileira ganha maior notoriedade internacional, a exemplo dos comentários da editora de criação da Vogue, Candy Pratts Price. Após ter assistido à edição de outono-inverno da São Paulo Fashion Week, Candy afirmou que os brasileiros estão no caminho certo, tendo eleito três coleções que melhor simbolizam a energia e a cultura brasileiras: Osklen de Oskar Metsavaht, Ronaldo Fraga e Neon da dupla Rita Comparato e Dudu Bertholini. Se eu me lembro bem, nenhuma dessas contou com superstars em seus desfiles, o que ressaltou a qualidade do que é produzido aqui e não desviou a atenção para os “supermodels” participantes!

Seguem abaixo alguns números que descrevem a Indústria da Moda Brasileira em 2009:

 Faturamento: US$ 47,4 bilhões (expectativa de chegar a US$ 52 bilhões até o final de 2010)

• Número de empresas: 30 mil
• 5º maior produtor têxtil do mundo
• Exportações (sem fibra de algodão): US$ 1,2 bilhão
• Importações (sem fibra de algodão): US$ 3,4 bilhões
• Saldo da balança comercial (sem fibra de algodão): US$ 2,2 bilhões negativos
• Investimentos no setor: US$ 850 milhões em 2009
• Produção média de confecção: 9,8 bilhões de peças
• Trabalhadores: 1,7 milhão de empregados, dos quais 75% são mão-de-obra feminina
• 2º maior empregador da indústria de transformação
• 2º maior produtor e 3º maior consumidor de denim do mundo
• Representa 13,15% dos empregos da indústria de transformação e cerca de 3,5% do PIB total brasileiro


Fontes:
            http://www.rioaporter.com.br/2010_2/codigo2/home.asp?idioma=1

            http://www.abit.org.br/site/