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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

The Internet Audience in Brazil

Em continuação ao post sobre o Facebook, decidi colocar alguns números que decididamente influenciaram a empresa a abrir um escritório no país. Os dados são da ComScore, uma das maiores empresas do mundo no ramo de coleta de dados sobre o meio digital. Recentemente, lançou a pesquisa “The Brazilian Online Audience”, onde comparativos entre o uso da Internet aqui e no mundo apresentam como os brasileiros estão usando a web.
Seguem abaixo algumas das informações do relatório:

» O uso da Internet cresceu 15% na América Latina entre 2009 e 2010, ao passo que a taxa de crescimento do uso da Internet no Brasil foi de 20% entre 2009 e 2010;

» Em 2014, a previsão é de que o acesso a Internet via dispositivos móveis ultrapasse o feito via desktop ou notebooks;

» Para quem usa Internet via mobile, checar o email pessoal é a 2° atividade mais realizada online, à frente das mídias sociais e atrás das buscas (o que não pode ser ignorado por aqueles que realizam marketing digital)

» 33,7% dos usuários da Internet no Brasil possuem idade entre 25 e 34 anos.


» E-mail é a terceira atividade online mais popular no Brasil, com 12% acima da média mundial;

» E-commerce é a sexta atividade online mais popular no Brasil, com 6% acima da média mundial;

» E-commerce teve crescimento de 9% no Brasil;

» 7 em cada 10 usuários de Internet no Brasil visitaram um site de e-commerce em dezembro de 2010;

» Os três maiores sites de e-commerce no Brasil são: Mercado Livre, Americanas e Buscapé;

» As redes sociais tiveram crescimento de 10% no Brasil entre 2009 e 2010 e 4% no mundo;


» O Facebook cresceu 258% no Brasil e 41% no mundo;

» O Brasil é o segundo país no mundo que mais usa Twitter;

» O Brasileiro é um dos povos que mais visita blogs no mundo;

» O Brasil possui a oitava maior audiência de Internet do mundo.

De maneira bastante breve, pode-se concluir que as empresas atuantes no mercado brasileiro devem investir em redes sociais e publicidade via e-mail, para uma boa manutenção de sua imagem no mercado, agregar valor à sua marca e incrementar suas vendas (sejam elas via internet ou em lojas físicas).

Fonte: eBehavior

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O Facebook está ficando verde e amarelo!

Todo mundo sabe que os brasileiros adoram as redes sociais e cada vez mais as empresas percebem que estes sites de relacionamento são um ótimo meio de realizar anúncios publicitários e campanhas voltados para públicos específicos. Somando-se isso ao bom momento econômico que o Brasil está vivenciando, resolve-se a equação que explica as recentes investidas do Facebook no país. Em janeiro deste ano, a empresa fundou seu primeiro escritório em território brasileiro e, recentemente, anunciou a contratação Alexandre Hohagen, ex-Google, como presidente do Facebook no Brasil.



Segundo Alexandre Campos Silva, consultor da IDC Brasil, especializado na área de mídias digitais, a rede social quer aproveitar o crescimento econômico do país, período marcado por forte inclusão digital, com expansão do número de internautas e de usuários de celulares. Esse cenário mostra-se propício a investimentos de empresas em marketing digital, uma das principais fontes de receita do Facebook, sendo uma ótima ferramenta para agregar valor à marca e melhorar o relacionamento com os clientes (algo que muitas empresas ainda não fazem ou fazem de maneira ineficiente).

Atualmente, o Facebook não é a empresa líder no mercado brasileiro de redes sociais, papel desempenhado atualmente pelo Orkut, site de relacionamento mais popular no país. Contudo, espera-se que a empresa de Mark Zuckerberg assuma esse posto num futuro breve, semelhantemente ao que aconteceu na Índia. De acordo com o consultor da IDC Brasil, o Facebook deve alavancar suas operações no país com a fundação desse escritório, bem como ocorreu com o Google com a abertura de filiais na América Latina.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Um por todos e todos por um... desconto!!

Não sei se todos sabem (ainda que a descrição do blog já fale disso), mas eu sou um entusiasta de e-commerce. Fascinado por práticas de consumo e inteligência competitiva, acredito que a internet representa um cenário propício a grande aprendizado nessa área, uma vez que proporciona aos agentes envolvidos nas transações comerciais uma série de possibilidades inexistentes no “mundo real”, daí o meu grande interesse por e-commerce. Já tem algum tempo que venho querendo escrever aqui sobre algo diretamente relacionado ao comércio eletrônico e aproveitando a matéria da VEJA desta semana (16 de fevereiro de 2011, edição 2204), decidi então escrever sobre o fenômeno dos sites de compras coletivas.

Para aqueles que não sabem, os sites de compras coletivas baseiam-se na idéia de se lucrar na quantidade, oferecendo serviços e produtos de outras empresas com descontos que variam entre 50% e 90%, recebendo em troca uma comissão em cima daquilo que for vendido. Esse novo mercado surgiu há pouco tempo, sendo que o primeiro negócio do gênero apareceu em 2008, no EUA. No Brasil, este serviço surgiu há pouco mais de um ano, porém os números brasileiros impressionam.

Segundo a reportagem, nesse curto espaço de tempo em que o mercado de compras coletivas teve início no país, surgiram 400 empresas do ramo, as quais atuam em 45 cidades, e outras 600 estão por vir até março. Atualmente, há 4 milhões de brasileiros cadastrados nesses sites, o que lhes garantiu um faturamento de 200 milhões de reais em 2010. Segundo previsões, espera-se que o número de cadastrados quintuplique até o final do ano, bem como o faturamento anual do setor. Apesar disso, esse mercado encontra-se concentrado: 80% da participação nesse mercado é composto pelas empresas Groupon, Peixe Urbano, ClickOn e Imperdível. Os 20% restantes é representado por empresas menores, sem grande representatividade no mercado e que possivelmente serão “engolidas” por empresas maiores, que possuem mais capital e expertise sobre o mercado eletrônico, elementos inexistentes em muitos dos proprietários de sites de compras coletivas. Por favor, não vamos confundir mercado concentrado com ausência de competição. Muito pelo contrário, mercados oligopolísticos são os que apresentam competição mais acirrada!

Justamente por deterem o poder de mercado descrito acima, estes sites maiores podem concorrer a preços mais baixos e o raciocínio disso é simples: devido ao grande número de acessos aos sites tipo o Groupon, empresas que anunciam nesses sites podem oferecer descontos maiores, pois o grande número de acessos garantirá uma grande visibilidade ao produto/serviço oferecido e, por conseqüência, haverá um grande número de compradores. Os sites, por sua vez, podem cobrar comissões maiores dos anunciantes, uma vez que inspiram maior confiabilidade nos consumidores e, consequentemente, atraem um número maior destes e proporcionam melhores resultados às empresas que recorreram a esse serviço. É sabido, contudo, que muitos dos anúncios não cumprem o prometido, ocorrendo, inclusive casos de discriminação entre clientes. Muitos dos sites nem ao menos visitam o local de seus anunciantes, o que corrobora para acontecimentos desse tipo (em contrapartida, os sites maiores ganham mais confiabilidade justamente por prezarem pelo que está sendo anunciado em seus domínios). Porém, a insatisfação do cliente será assunto de um próximo post.

Resultados controversos

De fato, esse novo mercado proporciona uma intensificação no nível de transações, favorecendo a economia do país, de maneira geral. Contudo, os resultados para as empresas ainda são pouco precisos e, no geral, variam de caso a caso. Muitas empresas utilizam esse recurso para divulgar seus serviços e ampliar sua participação no nicho de mercado do qual participam, esperando, com isso, conquistar clientes fiéis que retornem mesmo com preços normais. Porém, muitos dos compradores não possuem condições financeiras de adquirirem determinados produtos e serviços caso estes não estejam em promoção. Dessa forma, pode-se obter um ganho de público pontual, todavia, este não se tornará um público consumidor cativo, não agregando real valor negócio.

Por ser um mercado muito recente, os números acerca das compras coletivas ainda são pouco precisos. Prever as reais dimensões que este mercado irá tomar no futuro seria uma grande tolice e perda de tempo, porém, pode-se dizer que o próximo passo dos sites de compras coletivas seria o de atuar mais focado em diferentes nichos de mercado. Desse modo, haverá maior precisão na busca de se satisfazer o consumidor, bem como maiores ganhos diferenciais para aqueles que deterem melhores informações sobre seu respectivo mercado-alvo. Uma forma de se alcançar isso é através de monitoramento e gestão de mídias sociais eficientes, o que ainda recebe pouca atenção de muitas empresas e será, também, assunto para um próximo post.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

GVT quer investir R$ 2 bilhões na cidade de São Paulo até 2014

RIO - A GVT espera investir R$ 2 bilhões nas operações da cidade de São Paulo até 2014. A empresa pretende iniciar a atuação na capital no segundo semestre deste ano, mas está na dependência da concessão de licenças pela prefeitura.

O presidente da companhia, Amos Genish, ressaltou que já há um plano B para o caso da demora na concessão das licenças. Os investimentos destinados a São Paulo seriam repassados para o início das operações em outras cidades, principalmente, no Estado de São Paulo, no Rio de Janeiro e no Nordeste.

“Só não podemos garantir o início em São Paulo porque ainda não temos as licenças”, frisou Genish. Outra expectativa da GVT é iniciar em julho o serviço de TV por assinatura, tranformando-se em uma empresa “triple play”, oferecendo também internet banda larga e telefonia fixa. Genish garante que, a partir da entrada da GVT no mercado de TV, a tendência será de preços cada vez menores.

“Vamos mudar o mercado, que é concentrado em poucas empresas, com poucas ofertas”, afirmou, lembrando que a ideia é oferecer canais em alta definição sem a necessidade de mensalidades mais caras.

O vice-presidente executivo da empresa, Alcides Troller, lembrou que o objetivo da GVT é utilizar no Brasil uma tecnologia que permita a convergência da internet com a TV.

Genish afirmou que, por ora, não é intenção da empresa entrar no mercado de telefonia móvel. No longo prazo, a companhia pode estudar a possibilidade de estrear no segmento quando for lançada a tecnologia 4G no Brasil.

Fonte: Rafael Rosas/ Valor